
Nesse ano, a escolha da Pantone para ''cor 2013'' foi o verde esmeralda. Nunca antes, em 14 anos desde o início dessas seleções, um verde foi escolhido (nem umzinho). Uma das justificativas plausíveis é que o verde, também é a cor do mofo e da couve-de-bruxelas, portanto é associado a coisas ruins.

2013 também é o ano ambientalista, da sustentabilidade, preservação do meio ambiente e eco sistema. E parece que, quanto mais ambientalista nos tornamos, (também o verde sendo associado a cor do dinheiro, do real), podemos esquecer do lado ''ruim e nojento'' do verde, e aceitá-lo em nossas casas.
''Nós temos sido condicionados a temer os microrganismos, pondera, mas, na verdade, eles podem ser úteis e o têm sido por milênios, se você pensar nos atos de fazer pão e fabricar cerveja".

Designers tem o hábito de copiar a natureza. Os exemplos se acumulam mais rápido do que espécies de besouros e incluem coisas como a arquitetura arrojada de Antoni Gaudí, o papel de parede floral criado por William Morris e as mesas de madeira rústica assinadas por George Nakashima.
A tecnologia de ponta não limita ou menospreza designs inspirados na natureza, ao contrário, os realça. Em 2006, o designer holandês Joris Laarman apresentou uma cadeira modelada por computador de acordo com os princípios do desenvolvimento do tecido ósseo, de maneira que as partes do móvel sujeitas a maior pressão fossem as mais espessas, enquanto aquelas menos pressionadas fossem delicadamente esculpidas. O resultado foi o uso eficiente do material e uma forma espetacular.
Contudo, o biodesign não significa simplesmente usar estruturas e operações orgânicas como exemplo. Significa aproveitar os mecanismos do mundo natural para funcionar como a natureza: armazenando e convertendo energia, produzindo oxigênio, neutralizando venenos e descartando resíduos de maneira sustentável.
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